Toda terça-feira, há 5 anos, o físico Luiz Alberto Oliveira vem falar de filosofia aqui. É muito útil. Ninguém quer ser intelectual, mas a gente fica com uma idéia do planeta, que está lá no fim da galáxia, longe de tudo. Isso dá a você uma idéia melhor da precariedade do ser humano, que é um fodido. Nasce, morre, como outro bicho qualquer, então por isso mesmo ele deve ser mais modesto, não pensar que é importante. O sujeito que pensa que é importante é para mim um débil mental. -Oscar Niemeyer

segunda-feira, novembro 30, 2009

A Arte da Guerra (Der Krieg), Parte 1



Otto Dix (1891-1969)


Otto Dix, alemão nascido em Gera, Turíngia, em 1891, e combatente da Primeira Guerra Mundial, retrata a guerra em uma série de telas das mais contundentes já realizadas sobre o tema. A guerra  foi temática dominante na sua pintura entre o período que vai de 1920 até 1934, aproximadamente, quando, por conta da ascensão do nacional-socialismo, foi forçado a deixar de lado a temática política e anti-belicista de suas telas, dedicando-se principalmente a pintar paisagens. Esse cenário veio a reboque da criação da Câmara de Cultura do Reich, em 1933, cujo efeito e apreciação encontram força nas diretrizes do chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels: "A fim de levar a cabo uma política de cultura alemã, é preciso unir os artistas de todas as esferas numa organização coesa sob a direção do Reich. O Reich deve não somente determinar as linhas do progresso mental e espiritual, mas também orientar e organizar as profissões". (1) De toda sorte, ou sorte nenhuma, tal qual o destino de toda e qualquer obra literária num Fahrenheit 451 (obliteração full mode on, irmãos!), inúmeras telas  de Dix foram destruídas durante o regime nazista.

Com justiça, Dix é considerado, assim como Georg Grosz, um dos cânones do expressionismo alemão, e também um dos maiores expoentes da Neue Sachlichkeit (Nova Objetividade), ou pós-expressionismo, movimento de sentido diverso do expressionismo, de contorno realista, sóbrio, mas também utilizado para a crítica social. Em Der Krieg, conjurando um pesadelo de sombras, contrastes, decadência e fantasmagoria agonizante, Dix retrata paisagens retorcidas, sofrimento e horror dos corpos mutilados pela guerra, exorcizando a experiência  interior num substrato onírico-dantesco, consoante sói assinalar Lotte Eisner, crítica de arte, "o expressionista já não vê, mas tem visões"Quarenta anos após a sua morte, eis uma singela homenagem ao bellum artifix magno. Imagens da guerra, em visões de Otto Dix.

(1) SHIRER, William L. Ascensão e Queda do III Reich, V. 1. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 327.



Der Krieg - The War - porfolio

I did not paint war pictures in order to prevent war. I would never have been so arrogant. I painted them to exorcise the experience of war. All art is about exorcism.


'Nachtliche Begegnung mit einem Irrsinnigen [Night-time encounter with a madman]' 1924




Verwundeter (Herbst 1916, Bapaume) [Wounded soldier – Autumn 1916]




Sturmtruppe geht unter Gas vor [Stormtroops advancing under gas]' 1924 



Soldatengrab zwischen den Linien [Soldier's grave between the lines]



Mahlzeit in der Sappe (Lorettohohe) [Mealtime in the trenches - The Loretto Hills], 



Toter Sappenposten [Dead sentry in the trenches]




Totentanz anno 17 (Hohe Toter Mann) [Dance of death 1917 - Dead Man's Hill]




Granattrichter mit Blumen (Fruhling 1916) [Bomb-crater with flowers - Spring 1916]




Drahtverhau vor dem Kampfgraben [Barbed wire in front of the trenches]



Matrosen in Antwerpen [Sailors in Antwerp]




Lens wird mit Bomben belegt [Lens being bombed]




Durch Fliegerbomben zerstortes Haus (Tournai) [House destroyed by aircraft bombs - Tournai]


Toter (St. Clement) [Dead man - St Clement]




Verwundetentransport im Houthulster Wald [Transporting the wounded in Houthulster Forest]




Soldat und Nonne (Vergewaltigung) [Soldier raping a nun]




Zerfallender Kampfgraben [Collapsed trenches]

sábado, novembro 28, 2009

A Origem do Crime



HAIL, MY BROTHERS!!!!!!!!!! De volta, e sem perder tempo, sim'bora com um excelente artigo de Adriano Benayon, diplomata de carreira, professor da UnB e um dos MASTERMINDS do PRONA (e REMEMBÁ ENÉAS, PORRA!!!!!!):






Costuma-se ignorar a relação entre a estrutura econômica e a violência. Assim, tratam a segurança pública com o mesmo primarismo aplicado às demais questões. A criminalidade cresce, enquanto o sistema de poder, controlado do exterior, esconde a fonte dela. Os concentradores não abrem mão de espoliar o País, e a repressão não evita a intensificação da insegurança.


Luís Nassif reportou levantamentos da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo que mostraram elevada correlação (acima de 0,8) entre a queda da renda e o incremento do número de crimes violentos, de 2001 a 2003.
Ele salientou ser essa apenas a parte visível da correlação. A mais tenebrosa seria o avanço do crime organizado: "Quando começou o grande nó no modelo econômico, com a política de juros de 1995, seguida do aumento brutal da carga tributária (para pagar juros), milhares de pequenas e médias empresas deixaram de recolher impostos. O primeiro passo foi a inadimplência. Ao deixar de pagar impostos, mas continuando na formalidade, esses empresários foram alvo de fiscalização intensa. Passaram a se abastecer de mercadorias ilegais, desde cargas roubadas a produtos falsificados. Os empresários que se mantiveram na legalidade se viram sem condições de competir".
De forma simplista, Nassif dizia haver uma só razão disso: a abertura cambial com câmbio apreciado. Há fatores mais importantes: o controle monopolista das transnacionais, as transferências ao exterior, os impostos e os juros absurdos. De resto, o declínio econômico vinha de antes, embora se tenha acelerado na fatídica Era FHC.
Ademais dos conflitos nas periferias dos grandes centros urbanos, há os do campo. Avança célere a violência com a expansão da cana-de-açúcar para atender o mercado mundial de energia sob o controle tradings estrangeiras.
Eis o que informa Amaury Ribeiro Jr.: “A febre da cana-de-açúcar está transformando municípios do Triângulo Mineiro em abrigos de bandidos e miseráveis. Impulsionados por interesses do governo dos EUA no etanol brasileiro, usineiros alagoanos e paulistas passaram a disputar, palmo a palmo, cada pedaço de terra da região. Em menos de quatro anos, 300 mil hectares de cana-de-açúcar foram plantados em antigas áreas de pastagens e de agricultura. Assaltos a mão armada, assassinatos em série, tráfico de drogas e comércio de crianças e adolescentes passaram a fazer parte da rotina. Atraídos por intermediários, mais de 20 mil bóias frias do Nordeste deslocam-se ao Triângulo Mineiro e ao Alto Paranaíba. Entre eles se infiltram traficantes, assaltantes, proxenetas e aliciadores de menores.”


Se outro fosse o modelo econômico, o Nordeste não exportaria mão-de-obra nessas condições. Como apontam peritos competentes, a natureza oferece, no semi-árido, recursos naturais inestimáveis, e a escassez de água não seria real, se não fosse manipulada por concentradores.


Conforme demonstrei no artigo sobre a biomassa – e isto vale também para os recursos do Nordeste – aquela e estes podem ser a base de grandiosa prosperidade para dezenas de milhões de brasileiros, desde que o Estado organize a estrutura produtiva e comercial de modo a suscitar o acesso aos mercados de numerosos produtores, cooperativas e empresas.


São facilmente suportáveis os custos em que deveriam incorrer a União e as unidades federativas locais no necessário apoio técnico e financeiro a essa democratização econômica e social, viabilizando empresas descentralizadas e voltadas para mercados regionais. É, na verdade, abissal a diferença qualitativa entre esses investimentos e os realizados sob a estrutura concentradora, visando a exportar a produção e a transferir para o exterior a virtual totalidade de seus ganhos e os de sua comercialização, sob controle de capitais estrangeiros que gradualmente engolem até mesmo as empresas de capital nacional a eles associados.


Veja-se a seguir benefícios daquela opção, em contraste com esta.
1) a produtividade é grandemente favorecida por estarem os produtores sujeitos a real concorrência, ao contrário da “concorrência imperfeita”, na qual os oligopólios e cartéis alijam concorrentes, controlam as preferências dos consumidores e os espoliam, cobrando os preços máximos tolerados.


2) Os consumidores ganham renda real ao receber a maior parte dos benefícios da elevação da produtividade, via preços mais baixos.


3) Há espaço para o desenvolvimento de novas tecnologias, ao invés do que se dá com as transnacionais dominando o mercado, pois estas usam a tecnologia, já amortizada no exterior, de suas matrizes, as quais se aproveitam do monopólio tecnológico para auferir preços abusivos nos insumos importados por suas subsidiárias no País.


4) Geram-se empregos em número crescente a cada ano, em função de serem os ganhos investidos, em parte substancial, para elevar a produção e/ou a produtividade. Já sob o modelo concentrador, controlado pelas transnacionais, o grosso dos ganhos vai para o exterior, de tal sorte que a criação de um emprego, ao se instalarem no País, implica a perda de dez e mais empregos, ao longo de alguns anos após esse evento.


O sistema de poder mundial faz eleger os principais mandatários políticos no País e intensifica o modelo concentrador, por meio das políticas fiscal (impostos e aplicação das receitas no Orçamento público), monetária (moeda, crédito e juros), comercial e cambial. Todas favorecem os concentradores financeiros, industriais e comerciais, em detrimento dos assalariados, autônomos e profissionais liberais, bem como das empresas de capital nacional.


Essa política não é liberal nem neoliberal. É muito pior que isso, pois ela intervém na economia, contra a sociedade e a favor das transnacionais e de outros grupos que desviam para o exterior os fabulosos recursos naturais do País e o valor agregado em sua transformação.


Em apoio ao megacrime continuado, o sistema de poder serve-se da mídia – por ele controlada – para esconder os problemas reais. Como observou o jornalista J. Carlos de Assis: “Há dois níveis de manipulação da opinião pública pelos meios de comunicação. O primeiro consiste em omitir os problemas. O segundo, em admitir que eles existem, mas têm solução mágica. É nesse nível que se encaixa a ‘reportagem’ do ‘Fantástico’ sobre o desemprego entre os jovens.”


Assis considera, com razão, um insulto à inteligência e ao sentimento dos desempregados apresentar o desemprego como resultado da má preparação dos jovens. A mensagem subliminar é implicar que os jovens obterão emprego, se se qualificarem.


Na realidade, ao contrário, o desemprego atinge de forma tão dura os não-qualificados, como os altamente qualificados. Além disso, boa parte destes sai das estatísticas do desemprego, emigrando, para ser, na maioria dos casos, explorada no exterior em ocupações inferiores a seu grau de preparo.


Não se trata só do êxodo de pesquisadores e profissionais de escol, mas também de apreciável massa de quadros médios e superiores. Em ambos casos, o que o Brasil investe em educação e formação aproveita a economias de outros países, na maioria, “desenvolvidos”.


Os que permanecem no Brasil e se mantêm ativos no mercado de trabalho são submetidos a condições insuportáveis e a salários insuficientes. Mesmo que desenvolvam tecnologia, não encontram mercado para ela, que tem de ser abandonada ou apropriada por empresas transnacionais estrangeiras.


Mais de 10% da força de trabalho está desempregada, e o subemprego atinge 25 a 30%. Na faixa de 15 a 24 anos de idade, 27% não estudam nem trabalham. Nesse “mercado de trabalho”, assalariados, autônomos e profissionais, de todos os níveis de qualificação, sofrem permanente ameaça de desemprego.


Pesa, ademais, sobre essas pessoas e as empresas nacionais a carga dos tributos, discriminatória, enquanto que as transnacionais, as exportações e as importações são subsidiadas, em desfavor das empresas nacionais e do mercado interno, onde os bens e serviços são fortemente onerados.


Arcando com os efeitos combinados da inadequada remuneração, dos elevados preços dos bens e serviços, dos juros e dos impostos, a quase totalidade da população vive sob estresse e não tem como poupar para se precaver da eventual perda de seus rendimentos.


O controle oligopolista do mercado limita as oportunidades de emprego e inibe a demanda por bens e serviços, cujos preços administra. Os juros e impostos provêm do modelo dependente, causador da dívida pública. As taxas de juros mais altas do Mundo não têm relação com os fundamentos econômicos, nem sequer com o “mercado”.


Impostas pela política econômica comandada por grupos financeiros, via Banco Central, essas taxas fazem com que: 1) o poder público gaste em juros metade das receitas tributárias; 2) assalariados, autônomos, produtores rurais e empresas pequenas e médias de capital nacional queimem em despesas de juros a renda que lhes possa restar sob a estrutura econômica descrita e após o pagamento dos tributos.


A essas inqualificáveis agruras juntam-se os danos decorrentes da criminalidade, estimulada por uma ordem social em que está implícito um teor de injustiça de magnitude absurda. É notável que a delinqüência não seja maior, pois, na maior parte do tempo e dos casos, a oferta das indústrias de brinquedos e do entretenimento, entre outras, induzem ao esmagamento da cultura e à substituição dos valores éticos pela falta de caráter.


Programas interativos humilhantes, com telefonemas que custam caro aos telespectadores, novelas que promovem a falta de decência, tudo isso é difundido por TVs. As mesmas que, nos noticiários e comentários políticos, afetam pretensa moralidade. Esta fustiga seletivamente políticos cujos deslizes são levantados por revistas de opinião ligadas ao poder mundial.


Em suma, a mídia põe o foco sobre a corrupção de varejo, como a ligada a licitações na administração pública, enquanto oculta a megacorrupção: a que está na base das perversidades socioeconômicas resumidas acima, ademais de outras, como as privatizações graciosas de estatais dotadas de incomensuráveis recursos e ativos, os leilões de áreas de petróleo etc.


A exposição da corrupção de varejo serve para abaixar a auto-estima dos brasileiros, principalmente minando-lhes a confiança em fazer parte de uma nação digna e viável. Isso contribui para aceitar que o Brasil seja dirigido do exterior, por estrangeiros, ignorando os desinformados os malefícios para o País, em todos os aspectos, dessa dominação.


A queda da auto-estima nacional é impulsionada pela crença em que os eleitos para os cargos públicos representem as características da sociedade. Tal crença é infundada, porquanto, sob a atual estrutura econômica e as condições políticas criadas por esta, somente emergem ao primeiro plano da política os associados à supremacia das transnacionais, ou, no mínimo, os tolerantes em relação a ela.


Nessa estrutura, os políticos, quase sempre, dependem de recursos dos grupos concentradores e/ou de dinheiro desviado de verbas públicas. Via de regra, não são expostos os pertencentes ao primeiro conjunto, e, dentre os formadores do segundo, são apontados como corruptos só os que não participam do primeiro.


* - Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, lançado pela editora Escrituras.


Diplomata de carreira, Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados e, depois, do Senado Federal, na Área de Economia, aprovado em 1º lugar em ambos concursos.





Doutor em Economia pela Universidade de Hamburgo e Advogado, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Professor da Universidade de Brasília e do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores. Membro da Comissão Executiva Nacional do PRONA e Vice-Presidente do Instituto do Sol, entidade voltada para o fomento do uso da energia limpa e renovável da biomassa em lugar dos derivados do petróleo.


Benayon é um cara tr0000. Além disso, já comprou briga com o MESTRE.

quinta-feira, setembro 17, 2009

George Washington's Farewell Address (1796)



So likewise a passionate attachment of one Nation for another produces a variety of evils. — Sympathy for the favorite nation, facilitating the illusion of an imaginary common interest in cases where no real common interest exists and infusing into one the enmities of the other, betrays the former into a participation in the quarrels and wars of the latter, without adequate inducement or justification. It leads also to concessions to the favorite Nation of privileges denied to others, which is apt doubly to injure the Nation making the concessions; by unnecessarily parting with what ought to have been retained and by exciting jealousy, ill-will, and a disposition to retaliate, in the parties from whom equal privileges are withheld. And it gives to ambitious, corrupted, or deluded citizens (who devote themselves to the favorite Nation) facility to betray or sacrifice the interests of their own country without odium, sometimes even with popularity: — gilding, with the appearances of a virtuous sense of obligation, a commendable deference for public opinion, or a laudable zeal for public good, the base or foolish compliances of ambition, corruption, or infatuation. - WASHINGTON, GEORGE. Farewell Address. 1796.

Ora, ora! Veja só, caro leitor, quão incôngruos são os percalços da história. Nesse parágrafo, e com cerca de 150 anos de antecipação!! (com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos), Sir George Washington IMPLODE o ominoso lobby sionista que a política externa norte-americana vem desenvolvendo desde 1948. E mais, diante d'uma tal revelação, as autoridades norte-americanas jamais sequer poderiam ter a desfaçatez de invocar a autoridade moral dos Founding Fathers  

baXANA aqui:
http://www.access.gpo.gov/congress/senate/farewell/sd106-21.pdf

sábado, junho 13, 2009

Operação "Cast Lead" (Chumbo Grosso) - Israel multado?

O Chefe das Nações Unidas, Ban Ki-moon, declarou que considera multar Israel pelos ataques a instalações das Nações Unidas ocorrida durante carnificina na Faixa de Gaza em dezembro de 2008. Três semanas seguidas de ataques aéreos e incursões por terra deixaram aproximadamente 1.350 palestinos mortos -- dos quais pelo menos 1.100 eram civis -- e ainda cerca de 5.450 pessoas feridas.

Tel-aviv empreendeu uma operação de guerra plena em Gaza em 27 de dezembro do ano passado. Durante a carnificina, as forças israelenses atacaram três escolas mantidas pela ONU na Faixa de Gaza, matando pelo menos 45 civis. A maior parte das vítimas havia se refugiado nos prédios para escapar da chuva de fogo israelita. (N.E. literalmente, pois tratavam-se de 'flesh eating bombs', bombas de fósforo, o que é uma grave violação à Convenção de Genebra).

Soldados israelenses também abriram fogo contra um comboio da agência de socorro da ONU durante um cessar-fogo de três horas.

Em uma conferência de imprensa em Nova Iorque, Ban declarou que a multa de 11 milhões de dólares foi recomendada por um comitê eleito para investigar os danos provocados por Israel a estruturas das ONU durante a operação Cast Lead. (N.E.: só a tradução já seria um ato de violência, algo do tipo "Operação Chumbo Grosso", pqp)

A decisão do Secretário-Geral Ban em multar Israel por danos às edificações da ONU vêm enquanto a perda de mais de mil pessoas na Faixa de Gaza permanece irreparável.

A missão de quinze Estados-membros chefiada pelo jurista judaico Sul-Africano Richard Goldstone entrou na empobrecida faixa no início de junho para lançar uma investigação sobre alegados crimes de Israel na região.

Israel, no entanto, envidou todos os esforços para barrar o inquérito da ONU. A delegação de Goldstone teve reiteradamente negado o visto na Faixa de Gaza, em um movimento rotulado como "decepcionante" por oficiais da ONU.

Israel tem se recusado sistematicamente a cooperar com qualquer investigação. Rejeitou o Tribunal Penal Internacional (TPI) e não está cooperando com a missão de estudos do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas em Gaza.

Traduzido do original: http://www.presstv.com/detail.aspx?id=97895&sectionid=351020202
MT/MMN - Fri, 12 Jun 2009 13:15:52 GMT


A ONU esbarra na aporia da autoridade descentralizada sem poder coercitivo. Vide, por exemplo, o episódio da invasão no Iraque, a ONU só tem utilidade, mesmo que por omissão, quando convém sufragar os interesses do terrorismo de estado provocado por EUA e Israel, do contrário, basta 'unca' Sam clicar em 'ignore' ou acionar o artigo 27 e a ONU é figura mais figurativa do que a Rainha da Inglaterra num chá das seis.

Essa multa é 'conversa pra boi dormir': Israel não paga, acontece o quê? O máximo que poderá acontecer será o sul-coreano que dirige a ONU rasgar a tanga e ter um chilique, enquanto folheia uma 'G magazine' com o Seedorf na capa enquanto espera a próxima edição.

In somma: enxovalharam instalações da ONU na Faixa de Gaza e, quiçá para 'amansar' a opinião pública, uma vez que EUA e Israel demonstradamente estão CAGANDO E ANDANDO para o que a ONU pensa ou deixa de pensar, abre-se a possibilidade de uma retaliação: uma multa que, se calhar, não vai dar em nada, e é tão meramente mais um aspecto risível diante do GENOCÍDIO que o Estado terrorista de Israel tem levado a cabo na região, promovendo o "novo Holocausto" contra o qual nada é feito.

Books

  • CHESTERTON, G. K.. Ortodoxia
  • CLAUSEWITZ, Carl von. Der Krieg
  • COLERIDGE, S. T. Biographia Literaria
  • EVOLA, Julius. Men Among the Ruins
  • GUDERIAN, Generaloberst Heinz. Panzer Leader
  • GUÉNON, René. The Crisis of the Modern World
  • JUNGER, Ernst. Storm of Steel
  • SCHMITT, Carl. Der Begriff des Politischen
  • SWIFT, Jonathan. Panfletos Satíricos

Fave music:

Syd Barrett's Pink Floyd, Cream & Clapton, King Crimson, Univers Zero, Heldon, Faust, Magma, Mahavishnu Orchestra, Miles Davis, Astor Piazzola, Frank Zappa, Marty Friedman, Al Di Meola, Jefferson Airplane, Led Zeppelin, Funkadelic, Allman Brothers, Blue Cheer, Beatles, U2, Chrome, Velvet Underground, The Stooges, John Cage, Villa-Lobos, Beethoven, Bartók, Stravinsky, Bach... & Coltrane, Coltrane, Coltrane, C-O-L-T-R-A-N-E-!

E SLAYER, PORRA.

Pleonasmo


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O Autor

O homem só será capaz de atingir sua racionalidade plenamente quando for capaz de despir-se de tudo o que lhe deveria ser abstruso, principalmente os adereços da ignorância e do preconceito.

Plus au sujet de moi: Vous la saurez en temps voulu... Ou peut-être vous ne saurez jamais... Qui sait? Ah, arquétipos: tropismo por mulheres de óculos.


"O casaco de Arabela Tá com bosta na lapela É bom, mas está borrado. Veio o inverno, veio o frio, O casaco ainda serviu, Borrado não é rasgado." Bertolt Brecht


Humor: Les couleurs du chat peuvent changer.