Toda terça-feira, há 5 anos, o físico Luiz Alberto Oliveira vem falar de filosofia aqui. É muito útil. Ninguém quer ser intelectual, mas a gente fica com uma idéia do planeta, que está lá no fim da galáxia, longe de tudo. Isso dá a você uma idéia melhor da precariedade do ser humano, que é um fodido. Nasce, morre, como outro bicho qualquer, então por isso mesmo ele deve ser mais modesto, não pensar que é importante. O sujeito que pensa que é importante é para mim um débil mental. -Oscar Niemeyer

sexta-feira, julho 30, 2004

Sobre a importância da visão



    Todos os homens, por natureza, desejam conhecer. Sinal disso é o prazer que nos proporcionam os nossos sentidos; pois, ainda que não levemos em conta a sua utilidade, são estimados por si mesmos; e, acima de todos os outros, o sentido da visão. Com efeito, não só com o intento de agir, mas até quando não nos propomos fazer nada, pode-se dizer que preferimos ver a tudo o mais. O motivo disto é que, entre todos os sentidos, é a visão que põe em evidência e nos leva a conhecer maior número de diferenças entre as coisas. Aristóteles, Metafísica (Livro A).

Camilo Castelo Branco, lisboeta nascido em 1825, foi um dos maiores escritores da língua portuguesa e da literatura mundial no século XIX. Detentor de uma retórica de invejável riqueza de vocabulário, requinte e elegância, fazia uso da língua portuguesa como poucos, podendo ser considerado influência de tantos caudatários para nossa literatura quanto poder-se-ia dizer de Balzac para a francesa -- de tal modo que muitas de suas palavras inspiram e ilustram, com citações, ao dicionário Aurélio.


Entre suas obras, destacam-se Amor de Perdição (1862), Cabeça, Coração e Estômago (1862), Amor de Salvação (1864) e A Brasileira de Prazins (1882).

Em dois momentos, escreve ele: "Foi muito grave o prognóstico da minha doença de olhos; mas hoje está averiguado que é efeito de venéreo inveterado. Sofro há 4 meses uma diplopia. É horrível para quem não tem outra distracção além da leitura. Tarde será o meu restabelecimento; mas, valham-me as esperanças de não cegar, porque isto importava um inevitável suicídio." "Eu bem queria poupar-me ao suicídio; mas desde os 18 anos que pressenti a necessidade dessa evasiva, sem me lembrar que a cegueira seria o impulsor justificadíssimo da catástrofe."

Época em que muitas doenças do corpo e d'alma, hoje consideradas triviais, eram incuráveis (claro deve ficar que o suicídio do escritor remete à uma série de outras perturbações); Camilo suicidou-se com um tiro, em junho de 1890, em Vila Nova de Famalicão.

segunda-feira, julho 26, 2004

Nananananana!! Não adianta discutir, não existe coisa mais linda do que o meu doggy! Tava com saudades do grudismo, "a coisa mais linda do planeta dos cachorros-crianças". Eu costumava chamá-lo de "cachorro cara de bolo", "cachorro-bolo", "cachorrinho bolinho", "orinho bolinho", foi diminuindo até que surgiu o interessante mimick de "oroboro". Here he is!

sexta-feira, julho 16, 2004

Negó seguin: no weekend tô indo pra bh fazer a cirurgia no olhinho esquerdo, que será no dia 19! Ficarei ausente até o final de julho!

Sobre a estupidez e a injustiça



    Frank Zappa, um dos mais eminentes gênios criativos da música no século XX, afirmava: "Existe mais estupidez do que hidrogênio. Estupidez é o elemento básico do universo". Pois que causa-me tal indignação e até mesmo furor a ignorância e o preconceito de certas partes, a estupidez -- não que eu me isente de eventualmente incorrer em tais malgrados, digo que estes são intrínsecos à nossa própria existência, posto que a ignorância e o preconceito, de certa forma, são próprias da incompleitude das almas --, que não possa isentar-me de criticar e abrir os olhos dos que fazem destas um "moto perpétuo".

    Mas afinal, o que é a ignorância, senão o desconhecimento absoluto, o conhecimento parcial (ou o não conhecimento da totalidade) de uma determinada natureza, e o preconceito, como a pretensão de crer-se detentor do conhecimento de tais prerrogativas? E como garantir-se ser detentor do conhecimento, da realidade natural ou essência de algo a nós abstruso, se pouco conhecemos de nós mesmos? Pois bem, o pior tipo de preconceito e ignorância é o daqueles que julgam a outrem, enquanto ignaros de si mesmos. Sem a razão estabelecida na autocrítica, temos os falaciosos, prepotentes, injustos, iníquos, falastrões da inequanimidade. Pois, dizia Sócrates, "conhece-te a ti mesmo". Aquele que conhece a si mesmo, sua própria natureza, alma, humanidade, como se prefira chamar, dificilmente deixa de reconhecer uma injustiça; e através da ponderação, da prudência (phronesis), do discernimento, a combate ou evita. Portanto, considero a injustiça, neste sentido de juízo de valor, como o mais vil fruto do preconceito e da ignorância. Podemos considerar que aquele que desconhece a si próprio estende sua ignorância ao juízo sobre todos os seus semelhantes; logo ou ele comete injustiça por ser vil por natureza (o que não parece razoável defender), ou por ignorância. (Não consideramos ocorrências acidentais ou involuntárias). Como podemos imaginar que a viliedade é outra forma de ignorância -- pois o mal, como conduta que cometemos a outrem, autoriza o mal que este se nos pode cometer, logo é o mal que cometemos a nós mesmos --, a ignorância é a fonte mais imediata de toda a injustiça. Neste sentido, há injustiça que não esteja fundamentada na ignorância? Parece-me que não.

A falácia da Democracia



    Acerca do texto sobre Camus e Kafka: Não, eu não estava sob efeito de quaisquer bebidas alcoólicas, em níveis acima de 6 decilitros de álcool por litro de sangue, nem de quaisquer substâncias capazes de criarem dependência psíquica ou física, quando de meu post anterior! Admito que exagerei ao impingir características maquiavélicas e teratomorfas ao Estado Social Contemporâneo, não era esta a minha intenção, bem sabemos que é uma criação de tempos modernos, e como tal, tem suas vantagens e desvantagens. Claro está que era tão somente um rascunho de idéias, ainda não pronto para sua publicação.

Também faz-se necessário esclarecer que a aplicação e definição de cada um dos conceitos encadeados requer mais clareza, provavelmente fosse necessário detalhar cada um deles e precisar, com exemplos, onde encontram-se estes nas obras de Camus e Kafka. Mas não é esse meu objetivo, não creio ser necessário perder tempo com isso. Bem precisamos, ainda, esclarecer que os autores não necessariamente teriam a mesma noção que é dada aqui a cada um dos conceitos que elaboramos, pertinentes ao contexto. Ainda, parece lógico imaginar que os autores sequer tivessem a intenção imediata ou mediata de criticar determinados aspectos enumerados no ensaio comparativo, mas inevitavelmente seus escritos parecem ter sido vítimas ou criações destes - os quais discernimos através de uma série de questôes semióticas.

Mas eis que, através de todos estes critérios comparativos, percebe-se que a situação hodierna é extremamente agravada com o exacerbamento do capitalismo como prática imperialista e o poder exercido através do uso indiscriminado dos meios de comunicação.

A falácia da Democracia. Pensamentos ineclusivamente incisivos sobre Mídia, Globalização, Capitalismo x Terrorismo

A manipulação da propaganda, das massas, de uma mídia com propagação unilateral -- infames satélites dos quais apenas recebemos a informação, tal como se nos permitem acessar, e louvada seja a internet como exceção a esse fenômeno, através da qual podemos receber e devolver opiniões críticas --, cria verdadeiros monstros em fenômenos de aculturação que muitas vezes são defendidos com perigoso nome de globalização. Manipulação através da qual podemos perceber como efeito colateral inevitável, um despotismo de satélites onipresentes. E quem, com prerrogativas semelhantes às de uma divindade, detém o poder sobre estes? Ora, os mesmos que detém o poder do capital. Quem imagina por quais infames motivos que, desde Paris a Bangkok, de Madrid às Ilhas Virgens, seus "citoyens" prefiram ouvir Madonna ao invés de artistas locais, ou mesmo que estes cheguem a imitar os padrões propugnados por esta, ao invés de valorizarem uma cultura autóctone, que tende a desaparecer? Em nível semelhante dá-se a manipulação da informação, de modo geral e indiscriminado. Bem sabemos que a história é contada pelos vencedores, que também definem heróis e vilões, bem sabemos hoje que a informação é manipulada pelo capital. Passe um domingo em frente à qualquer canal de TV aberta para, inequivocadamente, chegar a tal constatação.

Bem, a manipulação destes e de fenômenos como a globalização, ainda, da Democracia, em mãos de um Capitalismo excerbado, desmedido, desenfreado, torna-se perigoso instrumento para sua (da Democracia) própria deturpação: a Ditadura da Democracia. Democracia que em nome do capitalismo vem sendo reiteradamente usurpada de seus ideais de soberania popular, dos valores últimos de igualdade, liberdade e justiça. O homem deixa de ser a finalidade da Democracia para, nas mãos deste capitalismo, tornar-se um meio para a obtenção dos fins mais inescrupulosos por grupos de privilegiados, a manutenção de um Poder mais forte do que a própria soberania de um Estado - o Capital. Uma ditadura perfeita, tão perfeita que, como diz o amigo RR de Souza, "nada que se possa expressar ou dizer sobre ela surtirá qualquer impacto ou fará diferença". Por isso, ao contrário de outros tipos de ditaduras, esta não apenas não vê problemas, como incentiva a liberdade de expressão, sob pretexto de pseudo liberalismo - aquele que intervém, sem intervir; através do fascínio do capital e o poder do satélite, criou-se um sistema tal de manipulação da realidade que intervir é desnecessário ou mesmo redundante. Apregoa, ela mesma, a prática do "Tô nem aí", da alienação - o que não passa de mais um engodo. Quem tiver cérebro, por favor, não o deixe de usar: não deixe de manifestar sua voz crítica.

O Capitalismo cria seus próprios monstros. Daí o surgimento do Terrorismo, não como manifestação psicopatológica de povos intensamente oprimidos ao longo dos anos, mas como o grito mais efetivo de oposição, como manifestação de uma busca lídima - ou guerra justificada por finalidade tão nobre que não hesitam em sacrificar a própria vida -, por Justiça e Liberdade. Não se engana quem coloca-me como ferrenho opositor ao exacerbamento do capitalismo (senão em uma justa medida), tal como é exercido à luz hodierna, mas não estou, sob hipótese alguma, defendendo o terrorismo, e sim, o colocando como ingrediente neste perigoso jogo, do inevitável encontro entre criador e criatura. Enquanto enfraqueceram e dizimaram índios na América e negros na África, enfraquecendo suas culturas e sua identidade, esqueceram do Islã (ou nunca foram capazes de o subjugar), e este mostra inequívoca resistência. Enquanto a máquina capitalista do Grande Satã, encabeçado por G.W. Bush, dá largos passos em direção a uma Terceira Guerra Mundial, lembremo-nos do que disse Ahmad Hassan Az-Zyat: "A guerra santa (jihad) é uma virtude árabe e uma obrigação divina; o muçulmano deve sempre ter em mente que a sua religião é o Alcorão e a espada... o muçulmano portanto é um guerreiro para sempre." Deveríamos ainda, resumidamente, recordar de algumas idéias às quais propugnava David Hume, há cerca de 250 anos atrás, quando criticava as práticas imperialistas e colonizadoras de algumas nações: Sobre a riqueza de nossos vizinhos, não devemos vê-los como inimigos, como uma ameaça, mas reforçarmos os laços de amizade, vendo nestes como um forte potencial capaz de abarcar nossa força produtiva. Vemos então, como o Grande Satã tem levado tal consideração na acepção mais maquiavélica do termo, pois consuma a prática mercantilista e o imperialismo em voz uníssona, e porque não assume escrúpulos ao impor inúmeros embargos econômicos e políticos às nações do Terceiro Mundo, dizimando suas miseráveis populações, controlando-as através da alienação do capital e dos satélites. Mas eis que esta arma não funciona contra o inexpugnável Islã.

Segundo Delacampagne, sobre o pensamento hobbesiano e o Estado de natureza: "Efetivamente, cada humano, cada corpo, é, antes de tudo, um corpo desejante; e o desejo é, por definição, insaciável. Logo que acabo de desejar um objeto, começo imediatamente a desejar outro, já pensndo em meios de garantir minha sobrevivência - isto é, a satisfação de meus desejos posteriores. Como ninguém nunca está satisfeito, como ninguém é capaz de dizer: 'aqui e agora, deixo de desejar', segue-se o estado natural no qual os homens se encontrarão uns em relação aos outros, se nada nem ninguém os impedisse de desejar infinitamente, só poderia ser um estado de guerra." Percebemos ainda como, a perda de valores e referências de ética e justiça, em nome do capital, aproxima o estado de natureza ao estado de sociedade vigente. Talvez pior, pois se a moralidade e o Direito natural são observado no estado de natureza (Locke), no estado social em que estamos, em propensa hybris, parecemos mais próximos do caos do que de um consenso.

Não parece difícil observar que estamos à beira de um grande colapso social, econômico e político. Há uma crise moral generalizada assolando as estruturas balisares das relações sociais. O Grande Satã feriu mortalmente a autoridade das Nações Unidas ao invadir o Iraque, rompeu com o contrato social assim como fora concebido pelo ideal do liberalismo, e neste momento permanece com suas afiadas garras voltadas para o Oriente Médio, principalmente para o raro sangue negro e viscoso que irrompe vigorosamente de suas terras, o petróleo. A situação é muito mais pungente do que se pode imaginar. Percebe-se o Direito Internacional seriamente ameaçado, e não é difícil imagina que as catastróficas consequências podem assumir amplitude mundial, nível de larga escala. Pelo contrário, esperemos que, ao invés disto, não passe de um grande laboratório, de um balão de ensaios para que a humanidade possa aprender a caminhar, através da racionalidade, em direção a si mesma - o homem como finalidade, como valor último de seu próprio ordenamento.

Por agora, encerramos com a seguinte frase: Quem obstinadamente almeja ou persegue um ideal de Liberdade, por fim o aprisiona.

terça-feira, julho 13, 2004

Camus vs Kafka



    Fiz um breve ensaio comparativo entre Franz Kafka e Albert Camus, respectivamente sobre "A Metamorfose" e "O Estrangeiro", no SoundChaser; resolvi postar por aqui. Quaisquer críticas, correções ou sugestões aos meus beligerantes e patéticos rascunhos são mais do que bem-vindas.

Entre as obras de Kafka, minha preferência dá-se por "O Processo". A Cia das Letras lançou uma série de obras do Kafka, numeradas (creio que uma intenção de lançar uma "obras completas"), com a inestimável tradução de Modesto Carone - Kafka está em excelentes mãos! O Processo, O Veredito/Na Colônia Penal (esgotado), Metamorfose, O Castelo, Carta ao Pai, entre outros. A meu juízo, um dos maiores escritores de seu tempo, a questão existencial que figura em suas obras não é menos genial do que o que pode-se encontrar, por exemplo, em Camus.

A respeito da editora Cia das Letras, é um pouco desapontador perceber que a qualidade gráfica encontra-se em um nível bem abaixo do que geralmente acostumei-me a encontrar nas obras publicadas por esta editora -- ainda que o preço assuma axiologia de excelência editorial! O inestimável legado de Kafka, ainda que tenha encontrado excelente tradução na iniciativa de Modesto Carone, mereceria uma produção gráfica muito melhor do que a apresentada.

Aprofundando a comparação entre Meursault, personagem erigido por Camus em O Estrangeiro, à luz da Segunda Guerra Mundial; e Gregor Samsa, em A Metamorfose, cerca de 20 anos antes, à época de Primeira Guerra, é possível encontrar características, angústias e conflitos comuns a ambos os personagens: a presença do Estado Social Contemporâneo e seus mitos, as relações sociais de massas, a opressão do proletariado, a "metropolização" da sociedade, a anonimização do indivíduo, as injustiças sociais, o alvorecer de regimes totalitários - comunismo, nazismo. Não obstante, há ainda a perda de referências sociais (até mesmo familiares) e, consequentemente, a diluição de valores morais e políticos (a função e inserção do indivíduo na pólis, o decorrente sentimento de inadequação); um certo pessimismo, alienação ou apatia do indivíduo diante do caos das relações urbanas hodiernas; personagens envoltos em situações de dicotomização, esquizofrenia, fobias, transtorno de ansiedade social. Deparamo-nos com uma inexorável busca pela liberdade (a escravidão das convenções e paradigmas sociais), encontrada por Samsa em sua bizarra condição escato-morfológica e seu diminuto quarto; e por Meursault, cuja solidão restringe-se também à um quarto minúsculo e, ao final, quando depara-se com o cárcere, a prisão (onde, paradoxalmente, vê-se livre das convenções). Sobremaneira, talvez como característica mais pungente, indivíduos que perdem o controle do necessário nexo (ou justificação) entre suas idéias, intenções e ações: sem saber "quem sou eu?", mas incessantemente buscando uma resposta à essa questão, encontramos personagens extremamente paradoxais e complexos.

A construção de ambos os personagens, feita da maneiras distintas mas tangenciadas pela narrativa surreal ou desconcertante absurdo, é genial: não apenas refletem as agruras de seus próprios autores, mas tratam-se de verdadeiros tratados sobre a natureza do ser humano e sua existência - portanto, permeando enorme pronfundidade filosofófica -, englobando abordagens psicánalíticas, sociológicas, dentre silogismos diversos, mas principalmente, uma defesa da própria condição de humanidade, um libelo à "humanização" da sociedade. A necessidade de se colocar os valores morais acima dos valores políticos, de elevar a condição do próprio homem acima de qualquer outra finalidade.

Se alguém considera que Kafka não foi um escritor brilhante (sacrossanta heresia!!), como ocorreu em algum momento de nosso debate - e talvez não tenha ele primado efetivamente por excelência estética, mas sim sua escrita calcada na angústia -, basta recordar ainda que A Metamorfose foi escrita no inimaginável intervalo correpondente a menos de um dia! (não lembro no momento em quantas horas uma das obras mais influentes da literatura foi erigida, teria que consultar a sinopse). Conforme foi dito por Renato Roschel (em um dos links abaixo): "Para ler Kafka são necessários alguns cuidados especiais, entre eles, contar com uma certa atenção à maneira com que toda obra se constrói, principalmente seus períodos; estar sempre consciente de que toda a criação literária de Kafka foi dolorida, feita com o intuito de não parecer bonita, de ser, principalmente, uma obra baseada na dor; ficar atento a todos os detalhes do texto, pois em Kafka, até as imperfeições são propositais, ou seja, segundo Theodor Adorno, até 'as deformações em Kafka são precisas'."

Alguns bons ensaios sobre a vida e obra de Kafka pode ser encontrados em http://www1.folha.uol.com.br/folha/almanaque/kafka.htm e http://www.anglicanismo.net/humanas/filosofia/filosofando046.htm

Abraços!

Books

  • CHESTERTON, G. K.. Ortodoxia
  • CLAUSEWITZ, Carl von. Der Krieg
  • COLERIDGE, S. T. Biographia Literaria
  • EVOLA, Julius. Men Among the Ruins
  • GUDERIAN, Generaloberst Heinz. Panzer Leader
  • GUÉNON, René. The Crisis of the Modern World
  • JUNGER, Ernst. Storm of Steel
  • SCHMITT, Carl. Der Begriff des Politischen
  • SWIFT, Jonathan. Panfletos Satíricos

Fave music:

Syd Barrett's Pink Floyd, Cream & Clapton, King Crimson, Univers Zero, Heldon, Faust, Magma, Mahavishnu Orchestra, Miles Davis, Astor Piazzola, Frank Zappa, Marty Friedman, Al Di Meola, Jefferson Airplane, Led Zeppelin, Funkadelic, Allman Brothers, Blue Cheer, Beatles, U2, Chrome, Velvet Underground, The Stooges, John Cage, Villa-Lobos, Beethoven, Bartók, Stravinsky, Bach... & Coltrane, Coltrane, Coltrane, C-O-L-T-R-A-N-E-!

E SLAYER, PORRA.

Pleonasmo


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O Autor

O homem só será capaz de atingir sua racionalidade plenamente quando for capaz de despir-se de tudo o que lhe deveria ser abstruso, principalmente os adereços da ignorância e do preconceito.

Plus au sujet de moi: Vous la saurez en temps voulu... Ou peut-être vous ne saurez jamais... Qui sait? Ah, arquétipos: tropismo por mulheres de óculos.


"O casaco de Arabela Tá com bosta na lapela É bom, mas está borrado. Veio o inverno, veio o frio, O casaco ainda serviu, Borrado não é rasgado." Bertolt Brecht


Humor: Les couleurs du chat peuvent changer.