Toda terça-feira, há 5 anos, o físico Luiz Alberto Oliveira vem falar de filosofia aqui. É muito útil. Ninguém quer ser intelectual, mas a gente fica com uma idéia do planeta, que está lá no fim da galáxia, longe de tudo. Isso dá a você uma idéia melhor da precariedade do ser humano, que é um fodido. Nasce, morre, como outro bicho qualquer, então por isso mesmo ele deve ser mais modesto, não pensar que é importante. O sujeito que pensa que é importante é para mim um débil mental. -Oscar Niemeyer

segunda-feira, maio 31, 2004

Heldon, la rock progressif française e outras



Quase esqueço de comentar: há link para uma preview da página da Santo Trio no menu lateral.

Tive uma recaída, crisezinha existencial past week. Fiquei quase sem postar no blog, passei o weekend inteiro em retiro, sem sair, sem atender o telefone, só estudando, lendo, ouvindo música, comendo chocolate e "interneteando". Retiro espiritual. Enlightment. Food for Though, food for Soul. :-)

Ouvi Heldon o final-de-semana inteiro (música eletrônica-avantgarde francesa dos anos 70). Liderada pelo guitarrista Richard Pinhas, a audição de Heldon é uma experiência única e inolvidável. Há quem considere a banda como um King Crimson eletrônico, o que não deixa de fazer sentido. Os primeiros discos podem ser definidos como música "ambient", lembrando Fripp/Eno; mas a partir de Agnetta Nilsson (1976), quando passam a apresentar ênfase no groove, percussão, ritmos obsedantes, guitarras caóticas, cosmiché musique, contrabaixo pulsante e longas jams, o bicho pega. Nomes fenomenais do cenário underground/avantgarde francês como Janick Top, Patrick Gauthier, François Auger, Bernard Paganotti, fizeram parte da verve iconoclasta das trincheiras heldonianas.

Pode-se dizer que Heldon é uma pérola do "krautrock" francês, um dos segredos mais bem guardados da história do rock... (afinal, o krautrock é alemão!) rsrsrs

Jogue todos os discos do Tangerine Dream fora e ouça Interface (1978) ou Chronolysé (1978). Puro trance rock. Ouvi praticamente a discografia inteira do Heldon, desde o Electronique Guerrilla (74) aos discos-solo de Pinhas, avec plus un rare EP au vivre: Paris Concert '76. E tem gente que chama tum-ti-tum, techno-pop, de música eletrônica. Claro que é! Mas o velho Karlheinz Stockhausen deve montar num porco, ao pensar que junto com Pierre Schäffer e toda a Vienna school, ajudaram a criar estas baixarias anonimizadas. Pensando bem, acho que não. Stockhausen é um pândego mesmo! Quem compôs "Suite for 4 violins and helicopter", não pode bater bem da cabeça. rsrs

"When I recorded my album in 1973, I really didn't know the German groups. The only unconscious influence I had was Fripp & Eno, before they released their first record. Theirs and mine were released in an interval of one month... The only real influence was the Fripp & Eno tapes we heard before King Crimson's concerts. My conscious roots are rather based on Philip Glass's work, at the time of Music For Twelve Parts - a type of music I've always appreciated a lot, even now."
Richard Pinhas






Hoje foi um dia iluminado, super alto astral. Pela manhã, enquanto tomava um café no intervalo, organizei toda minha agenda, que durante a semana passada, foi para as cucuias.

Agora à noite, encontrei com a Nane, ex-namorada, tomamos um café (pedi com raspas de limão, delícia!). Mais de três anos depois, dividimos a mesma faxineira. Diz a Lúcia Vera (a faxineira), que o sonho dela é ter uma televisão. Bah, ela é super voluntariosa, rasga-me elogios, diz que eu sou o "patrãozinho mais querido e organizado que ela tem" (vamos combinar, menos bagunça, menos coisa para ela arrumar, né?). Ela faz aniversário no dia 10. Combinei com a Nane de, juntos, darmos uma TV 20" de presente para a Lúcia. E ela merece!

A Nane está super bem, bonita, saudável, magrinha. Está com os cabelos da cor natural, castanhos escuros/cajú. Ficou muito melhor do que quando era loira. A Nane loirinha era meio coquete, dicotomizada. Sei lá, as mulheres ficam diferentes quando pintam os cabelos. Freud explica. Ela continua fora da casinha, mas tenho adorações por ela. Depois fomos encontrar o Duda (atual namor dela), o meu "afilhado" Matheus (está grandinho!) e o Tomás, que já vai fazer um aninho. Fiquei felicíssimo, estava com uma baita saudade de todo mundo! O Math faz aniversário no próximo dia 12, diz a Nane que ele me convidou e ainda quer que eu vá jogar bola com ele no dia do níver, vão formar uns times de adultos e crianças! Pena que ele é colorado, fizeram a cabeça do guri! rsrsrs

Bom também foi que, em poucas palavras, a Nane me deu uns conselhos. Tudo o que eu precisava ouvir. Foi melhor do que terapia. :-)






O Marcus hoje descobriu que ele definitivamente tem um tropismo por mulheres de óculos. Também tem um tropismo por mulheres inteligentes. Óculos, de preferência com armação escura, meio grossinha. Dá uma aprência de austeridade, confiança, maturidade, intelectualidade, sei lá. É muuuito sexy! Um charme. Sério mesmo, a mulher nem precisa ser muito bonita.

quinta-feira, maio 27, 2004

La Musique

Dizem que a música ajuda a desenvolver inteligência emocional, sensibilidade. Eu não sei, às vezes sinto-me emocionalmente idiota. Ou não. Será?
Perché ha momenti in cui io non capisco niente, ritengo come un stupido sentimentale! (*)


Este é o primeiro movimento de uma Piano Sonata que compus em 1998, em sua versão original (arranjos rudimentares e ainda sem anotações de dinâmica no score). Está uma caca, mas é a única versão em mp3 que tenho.
-> Piano sonata, 1st mov. Largo <-
Obs: se as imagens não estiverem carregando, a música também não carregará. É problema com o servidor. Tente mais tarde, quando as imagens estiverem carregando. Obrigado pela compreensão! If the images doesn't load, the music will not load. Please try again later. Thanks!
8 ½ Bar apresenta:

Dia 01, terça-feira, às 23h:
Terça Clássica 8 ½, Clássicos do rock’n’roll

"Especial Pink Floyd"
Com a banda "Blues Station"

Couvert: 6,00
Consumação isenta

Aureliano de Figueiredo Pinto, 984, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS
Telefone: 3286.1268
Para informar que o Marcus deu uns amassos no doggy dele e está bem melhor. Vai dizer que não é a coisa mais amassável do mundo?

sábado, maio 22, 2004

Diários de Motocicleta



Fui ao cinema com a Camila hoje à tarde. Diz ela que eu ando abatido, preciso me animar, concordo. Mas não cabe aqui explicar o porquê. Fomos no Guion assistir ao Diários de Motocicleta, de Walter Salles.

Filme baseado nos livros "Notas de Viaje", de Ernesto Guevara, e "Con el Che por América Latina", de Alberto Granado. Felizmente não precisei utilizar as legendas, pois eu estava enxergando muito pouco, mesmo dentro do cinema tive fotofobia.

Voltando ao filme. Um aspecto assaz interessante é que ele não se detém a embeberar-se de matizes ou ideologizações políticas. Nesse ponto, o filme chega a ser ingênuo. Não acerca-se também da história do ídolo pop, das inúmeras bandeiras e camisetas, ou do líder revolucionário. Segundo Salles, "O intuito do filme era falar do Ernesto antes de ele se tornar o Che".

O relato de uma aventura vivida por um jovem estudante de medicina, Guevara (interpretado por Gael García Bernal), e seu amigo, Alberto Granado (Rodrigo De la Serna), que ao empreendimento de uma viagem de motocicleta à fímbria da América Latina até o coração da Amazônia peruana, no ano de 1952, não têm maiores ambições além do prazer de viajar e o senso de desafio. Entretanto, para ambos, será uma viagem transformadora. Momentos cômicos são porporcionados pelo desastrado condutor, Granado, e os inúmeros tombos de moto, carinhosamente apelidada de "La Poderosa". Diante das instigantes descobertas e realidades que a eles se apresentam no decorrer da viagem, uma América de contrastes e injustiças, as vidas de Guevara e Granado nunca mais serão as mesmas.

É verdadeiramente uma visão bela, romântica, humanista, compassiva; uma encarnação palpitante da história relatada e vivenciada por um juvenil Ernesto Guevara Serna, o Che. Paisagens lindas são apresentadas durante o filme, Patagonia, Cordilheira do Andes, Machu Picchu, Cuzco, Valparaíso. Os personagens são cativantes. A estética do filme é cult, a belíssima fotografia traz a assinatura de Walter Salles e Eric Gautier.

Ainda que Che seja apresentado quase que de forma pura, angelical, imagino que mesmo mentes mais reaccionárias provavelmente render-se-ão ao talento aduzido no filme dirigido por Salles. Reverenciado em Cannes, não será o melhor filme do ano em sua categoria, mas é imperdível.

sexta-feira, maio 21, 2004

Coffee break
Hoje saí da terapia, por volta das 18h, diretamente para uma happy hour na Pe. Chagas. Coincidentemente, encontrei o desembargador Breno e o Fabiano bebericando seus repectivos cafés expressos, aproveitei para colocar as conversas em dia. Na troca de figurinhas, enquanto sorvendo um bom cortado, contei sobre a história da minha cirurgia. O pessoal ficou muito feliz. É sempre um privilégio desfrutar de insígnes companhias.

Música
Agora há pouco descompensei e ouvi o Facing The Animal, do Malmsteen, no último volume. Há muito tempo não ouvia algo pesado, de vez em quando é bom variar. Power to the metal! Depois ouvi o Requiem K626, de Mozart. Música densa. Em especial, aprecio o mov. IV, Rex Tremendae Majestatis.

Sobre o Requiem:
    Mozart iniciou esta obra em 1791, seu último ano de vida, a pedido do Conde Walsegg - que descobriu-se mais tarde, desejava fosse o Requiem executado como obra de sua criação. Mozart, vítima de tifo, não viveu o suficiente para terminá-la. Deixou instruções a um de seus tutelados, Süssmayer, de como proceder com os movimentos incompletos, dando este, a pedido da viúva, os últimos retoques na criação do mestre.

    Mozart teria dito "Não estarei aqui por muito tempo, alguém me teria envenenado, estou convencido disso." Ironia do destino, o Requiem de Mozart, de forma emblemática, selaria os últimos dias de vida do próprio gênio.

1000 visitações desde jan. 2004
O blog que eu "matei" dobrou esse número. Pelamordedeus, quem eh que lê isso aki? Vcs naum tem mais nada pra fazer naum? (detesto esse internetês!! :P)


Atualizando


Tróia
No sábado passado fui assistir ao Tróia, de Wolfgang Petersen. Saí com a Eleonora, o Sandro e uma mocinha que conheci ali, a Denise, fomos no Cinemark. Vieram todos de Pelotas para passarem o weekend em Poa.

Sobre o filme: não é ruim, mas também não é bom. Muito aquém do que eu esperava, é simplesmente irritante. Há cenas em quem me contive para não vaiar. Aquiles, interpretado por Brad Pitt, aparece, a meu juízo, como um herói desprovido de virtudes. Detentor de enorme força e destreza, um poder descomunal, apresenta-se arrogante, irresponsável, imprudente, intolerante, tolo, fútil. É melhor que nem tentemos enumerar as inúmeras imperfeições de nosso herói. Um herói sem honra. Se corajoso, bravo e destemido, é nada mais do que o mínimo que poderia ser esperado de alguém com tais poderes. Não sabe amar. Egocêntrico, luta apenas pela que seu nome seja eternizado e glorificado na história da humanidade. Enfim, ao contrário de Hector (não irei deter-me em análises dos outros personagens), uma epítome de tudo o que um homem bom, justo e prudente não deveria ser.

Nosso pérfido e incauto "herói" comete o erro mais grave que um personagem da mitologia grega poderia cometer: desafia a ordem dos deuses, decepando prepotentemente uma imagem de Apolo. Na tragédia grega, o homem não detém a capacidade de modificar seu destino, pertence ao divino. Aquiles, inexoravelmente distante do paradigma grego de phronimos, perde-se na hybris, na desmedida, no descontrole. Perde-se de sua finalidade e papel como Ser, a sua função no Cosmos. Aquiles conhece o Caos. Só consegue desenvolver algumas virtudes, como misericórdia e amor fraterno, através do sofrimento, da perda, da dor. A cena em que seus seguidores e combatentes estão em batalha, e em seguida um deles vem a Aquiles anunciar a morte de seu sobrinho, é ridícula. Aquiles sai de dentro de uma cabana, ébrio, entregue ao hedonismo, expressa um sorriso fútil, para receber o anúncio da morte de seu tutelado.

O filme: A produção sonora é boa, o figurino também, a cenografia deixa a desejar, os efeitos especiais são muito bons (qualquer filme em que não se notem os efeitos especiais, é sinal de que são bons). O filme até respeita a história original, da Ilíada de Homero, apesar de solapar a importância da figura das divindades do Olimpo. Mas qualquer um que a tenha lido sabe que o cerco a Tróia durou 10 anos. Entretanto, pasme você, leitor: o filho de Hector, bebê no início do filme, ainda é o mesmo bebê no final!!

Ah, a atuação de Brad Pitt é bizarra, vergonhosa de tão fraca. Há muito tempo não via uma atuação tão ruim, chega a ser divertida. Ipsis litteris, uma queimação de filme. O cara está sarado, aditivado, anabolizado e tal, mas serviria mais para uma continação de Conan do que qualquer coisa séria. Não, Schwarzenegger seria demais. A atuação de Brad Pitt está para Chuck Norris e asseclas.


A meu juízo, o filme em momento nenhum consegue cativar ou envolver, todas as tramas apresentam-se lânguidas, tênues, as atuações são pífias, os diálogos fracos, os atores parecem que não conseguiram "entrar" nos papéis desempenhados -- salva-se a magnífica atuação de Peter O'Toole; há centralização demasiada em poucos personagens, em detrimento de uma idéia de uma interatividade com os papéis coadjuvados, uma indispensável visão sócio-política é prativamente ignorada; carente de complexidade, há lacunas enormes de continuidade e coesão no roteiro. Pouco convincente, todos os aspectos intrínsecos ao filme apresentam-se, de modo geral, muito artificiais.

Bom, teve gente que gostou. As pessoas, cada vez mais utilitaristas, sabem cada vez menos distinguir entretenimento de Arte. Eu gsto de uns filmes bobinhos, de entretenimento, mas essas super-produções americanóides não me atraem de maneira alguma. Não há como comparar Tróia com Gladiador, foi-se também o tempo de filmes como Spartacus e Ben-Hur.

Ne plus envisager l'art comme une distraction, mais comme un sacerdoce.
Jean Cocteau




Sobre a noite:
Carruagens e abóboras

Depois do cinema, fomos jantar na Fratello. Fiquei encantado com a Denise, bonita, olhar penetrante, madura, elegante, inteligente, encantadora, simples, conversa interessante, movimentos suaves, parecia flutuar. Quando percebi, quem havia saído do chão fui eu. Ao pedir a pizza, foi engraçado: ao mesmo tempo, uníssono, pedimos "Siciliana" (muita coincidência, com dezenas de pratos no cardápio!). É o tipo da pessoa que, se pudesse encontrar de novo, por mais trinta minutos, eu ficaria caidinho. Discretamente, ela me deu o maior mole. Elegância é isso. Se ela morasse em Poa, a convidaria para sair mais vezes, mas a guria é de Pelotas (significa: dificilmente a verei de novo). De novo!! rsrsrs

Daí que percebo claramente o que significa o tal arquétipo feminino de excelência. Já tenho pre-definido o tipo de pessoa que me atrai, tornou-se algo muito específico. Por isso é tão difícil que eu tenha uma queda por alguém, mas quando juntam-se os elementos, é fácil, também súbito, intenso, forte. Algumas pessoas se assustam com isso, porque desconhecem essa peculiaridade. Em pouquíssimo tempo consigo captar características que mais me agradam em uma pessoa, ler nas entrelinhas, por um olhar já consigo perceber o que há "lá dentro", e talvez antecipe meus próprios sentimentos. Sou capaz de gostar muito de uma pessoa, em pouco tempo. (foi assim que eu gostei d'última menina, quebrei a cara - foi uma das coisas mais desapontadoras e frustrantes que já me aconteceram).

Bom, estava a fim de escrever sobre isso. Não vejo problema nenhum, afinal, o pessoal apronta horrores e eu não fico com ninguém faz uma cara de tempo. Recebo um monte de propostas indecentes, seria muito fácil, mas não é isso o que eu quero. Se fico carente, e daí?

Blazz


O show da Blazz estava SENSACIONAL. O 81/2 está também de parabéns. Mesas melhores, sanitários limpos, vê-se o palco de maneira satisfatoria de qualquer lugar de dentro do bar, excelente iluminação. Enfim, dei pessoalmente os parabéns ao dono, ficou felicíssimo. Conversamos bastante, fiquei de voltar mais vezes. Saí sozinho, encontrei uns conhecidos, entre eles o Alex que está tocando na Baby Blues.

Ah, a Blazz: Tocaram umas cinco músicas de John Coltrane (ops, eu disse C-O-L-T-R-A-N-E... preciso ajoelhar-me cada vez que é pronunciado esse nome!!!). Do velho Trane, tocaram: Equinoxe, Afro-Blue, Impressions, Blue Train e Straight No Chaser (de Miles Davis e Trane). Quer mais? Footsteps, Wayne Shorter. Mais? Take Five, Dave Brubeck. Ainda mais? Freddie Freeloader, Miles Davis. Eu conhecia o repertório inteiro. Enfim, um ABSURDO de bom!!

Conversei com o pessoal da banda, Salvadoretti e Paulo Müller, no intervalo e no final (lá pelas 5 da manhã). Acabei bebendo além da conta, mas não fiquei "alto", apenas a ressaca foi braba. É, aquela quarta cerveja antes de ir embora foi desnecessária.

Escrevi uma resenha sobre a Blazz, já há bastante tempo (não é das minhas melhores... rs):
Sexteto Blazz - Gemius (2002)

Sai para me divertir e curtir a música, fiquei plenamente satisfeito. No dia seguinte, sem querer, dei uma baita queimada no namorado da minha prima, na frente dela. Perguntou-me ele: "E aí, rendeu a noite, comeste alguém?" (fazendo um gesto obsceno). Respondi: "Eu saí para me divertir. Se eu fosse sair com esse tipo de intenção, ou me sentiria um crápula, ou voltaria sempre deprê e frustrado para casa". Não foi por mal, mas soou como "se tu sais de casa com esse tipo de mentalidade, eu não tenho nada com isso". Minha prima lançou aquele olhar fulminante para o cidadão, fez um comentário irônico. Reinou um silêncio por alguns instantes, mas depois voltou tudo ao "normal".

quarta-feira, maio 19, 2004

8 ½ bar apresenta

Dia 19, quarta-feira, às 23h:

"Baby Blues"

Show de blues com Oly Jr. (voz e guitarra), Silvinha L.P. (Voz), Alexandre Gaspo (harmônica), Duda (guitarra), Nando (bateria) e Rafael (baixo).

Couvert: 6,00
Consumação isenta



Vou lá ver o Alex fazer umas firulas na harmônica...
Depois comento o show da Blazz, o final de semana, coisas boas, outras nem tanto... :-)

quinta-feira, maio 13, 2004

O Presidente e a "borracheira"


NYT diz que álcool prejudica desempenho de Lula

O grande problema que percebo, de forma mais crítica, aguda, proeminente nessa história toda, é o fato de Lula ocupar, simultaneamente, as Chefias de Governo e de Estado. Uma calúnia ou ofensa ao chefe de Estado é considerada falta gravíssima, uma atitude subversiva contra a soberania da Nação, não contra a pessoa que a ocupa. Se estivéssemos em um parlamentarismo (a exemplo da Espanha), onde o chefe de Estado conta com autoridade moral e raramente se envolve em política, seria muito mais "aceitável" criticar um Lula, chefe de Governo.

Explica-se o posicionamento do Executivo. De qualquer forma, a meu juízo, a razoabilidade exigiria que fosse movido um processo indenizatório por danos morais contra o jornal (NYT) e, por conseguinte, o jornalista responsável pela matéria (Larry Rohter) - não sua expulsão, o que seria um exagero, uma desmedida. Quiçá um atestado de autoritarismo e bebedeira (hic!). Brindemos ao presidente. Cheers! Prosit! Kampai! Santé! Ergo bibamus!

Segundo Voltaire, em Prix de la justice et de l’humanité: "Um escrito difamatório parece punível à proporção do mal que pode fazer. Se é necessário temer que inspire sedição contra o soberano, deve ser restringido por uma grande penalidade, e tal foi frequentemente a jurisprudência romana. Se a difamação inside apenas sobre o vosso gosto, sobre a vossa fraqueza, sobre o vosso ridículo, evite intentar um processo, por medo de ser mais ridículo ainda."

Vivemos mesmo em um Governo de ágrafos e apedeutas.




8 ½ bar apresenta - Dia 14, sexta-feira, às 24h:
"Sexteto Blazz"
Show de jazz contemporâneo, com Adelamir Neto (contrabaixo), Luciano Bolobang (bateria), Franco Salvadoretti (flauta transversal), Paulo Müller (sax alto), Vanderlei Fontanella (sax soprano/tenor), Leandro Hessel (teclado)
Couvert: 6,00
Cons. masc.: 10,00 Cons. fem.: 5,00

EU VOU!!!!





Atualizando

Sábado. Ah, o níver da Ana: estava jóia!! Ainda cauteloso quanto aos meus olhos, cada vez que vinha a fumaceira de gelo seco, eu fugia para a sacada. Creio que haviam umas 70 pessoas. Quanto às amigas que ela ficara de me apresentar: tsc, tsc, tsc... umas mafiosas, não valem nada! A única pessoa com quem foi possível manter um diálogo até interessante foi a irmã do André, que deve ter uns 18 anos (sure not of my kind... rs)! No domingo almocei no Barranco, com meus tios. É o único lugar da face da terra onde eu faço questão de comer a salada de maionese (eu nem gosto de maionese!). Ma-ra-vi-lha!!!

Quarta-feira fui na terapia, foi legal. Concluí que, diferente-te do que sugerem alguns posts que coloquei recentemente, eu de maneira alguma posso generalizar acerca de conhecer novas pessoas, ainda que baseado em experiências recentes. Por mais frustrantes que tenham sido, por mais que tenha enfrentado pessoas imaturas e limitadas. Não posso ficar tímido, pusilânime, deixar de acreditar, porque existem sim pessoas decentes no mundo. Exemplo próximo: minha vizinha é decente e uma gracinha, ainda por cima abre o maior sorriso quando me vê (mas eu não correria o risco de perder nem minha privacidade, nem minha vizinha... rs). Porque eu ando com receio de conhecer pessoas. Durante a terapia: "Há um murmurinho por aí de que estão faltando homens na praça" (N. provavelmente a reclamação que ele deve ouvir durante as sessões... rs). "Tu és o tipo de pessoa que tens tudo para dar certo. Mesmo com essa tua timidez, tuas chances são ótimas!". Ele me diverte... rs




Na madrugada de ontem conversei com minha amiga Patty, que está em Miami há vários anos. 15.000 km de distância, uma das pessoas mais doces, bonitas e corretas que alguém poderia conhecer.
"Tu es bemmmm chegado numa guriazinha ruim, malvada e que nao te merece. Deve ter a maior mulherada correndo atras de ti ai. E' so' pq detesto te ver triste por estas meninas que nao te merecem."
"Foste a unica prova que tive de que ainda existem homens bons, principes, gentlemen...ja' havia perdido a esperanca. Vc me ensinou que ainda existe homem bom no Mundo. Mas tb me ensinou que nao se pode ser boazinha, de boa fe', que ha' que ser uma bruxinha. Este gatinho ai, so' gosta de gente ma' :P".

Eu tenho gostado das pessoas erradas. Mea culpa.


Meu blog agora tb tem seção de quadrinhos... rs

segunda-feira, maio 10, 2004

Le meilleur des mondes possibles

Fiquei super gabola com uma mensagem que recebi ontem... Convivi mais de um ano com a Cris, entre 2002/03, em uma antiga lista de discussões onde eu era moderador. Juntos enfrentamos alguns encrenqueiros na lista, mas tudo ficou bem. Foi uma amiga e mãezona virtual também!
Bom perceber como amizades persistem à distância e ao tempo (daí a imagem de Salvador Dali). Quando eu for a Sampa, prometo ligar sim!

Fiquei muito feliz com seu contato pq sempre tive excelente impressão de vc, e o considero um amigo.
Aliás, qdo vier a SP, por gentileza, me ligue pq eu gostaria muito de recebê-lo bem. Acho que mesmo virtualmente a sensibilidade nos permite perceber as boas pessoas e seu conteúdo. E em experiências ruins, qdo expomos o que temos de pior, vc expôs muitas qualidades e um caráter muito amistoso e agradável.

Enfim, não perca contato, pq gosto muito de vc.

Um beijo,
Cris




Quid est veritas?

Não sei se sou exigente demais ou sensível demais, às vezes acho que sou rigoroso demais comigo mesmo...!!! Exigente? Gosto de pessoas simples, de coração humilde. O fato é que eu não consigo encontrar uma pessoa com valores semelhantes aos meus. Às vezes digo que não consigo mais ficar com uma pessoa sem estar emocionalmente envolvido, que nunca traí ninguém, as pessoas só faltam rir na minha cara. Não sou de hipocrisias. Eu sou o tipo de pessoa que vai estar sempre ali, com quem as pessoas sempre podem contar, mas dá vontade de sumir. Ser diferenciado dá nisso.

Nesse mundo onde ser o "errado" é tão mais fácil e comum; e ser o "certinho" é "queimação de filme", não sei se é uma benção ou maldição. Isso me aborrece, às vezes eu fico muito triste mesmo, perco as esperanças e a capacidade de confiar nas pessoas. Esse tipo de sentimento é que arrasa minha auto-estima. Porque, por mais que eu seja um cara bonito, afetivo, inteligente, sensível, companheiro, interessante, divertido, íntegro, etc, acabo achando que vou ficar sozinho. Não estranhe quem me encontrar niilista e desiludido. (Parece que meu blog está entrando em uma fase de "desabafos", não gosto nada disso.)
"We need someone who will fly with us, not drag us down."

sábado, maio 08, 2004

Recebi esta mensagem, adorei. Só que eu não descobri quem escreveu...!

"Sempre que posso leio o teu blog. Dou algumas risadas com ele,e fico triste por causa dele tb!Espero que vc encontre a sua garota "molico"!Bjo pra vc e o Feijao!!"

Minha auto-estima esteve muito baixa há algum tempo atrás, peço desculpas se tenho colocado mensagens como esta. Pode parecer narcisimo, mas afinal, o blog é meu. Tenho valorizado muito demonstrações de carinho. Eu não estava acostumado a ter auto-estima tão "em alta" como agora!

O problema é que às vezes eu fico em dúvidas como as pessoas interpretam meu blog, pois invariavelmente elas têm a tendência a julgar antes de conhecer. São coisas assim que fazem eu perder a confiança em conhecer alguém, ou duvidar, ou não querer conhecer mais ninguém virtualmente. Talvez a única pessoa decente mesmo que eu já conheci foi a Júnia. Nela eu confiaria cegamente, tinha um coração de criança. Mas além dela morar noutra cidade, hoje eu não voltaria. Ainda que ela diga que nunca mais irá encontrar um cara como eu (o que me deixa triste, pois eu quero vê-la super feliz). Não deu, não deu.

Sei lá, talvez eu devesse cair na galinhagem, como todo mundo faz, cansei de ser certinho. Cansei mesmo. Levar sentimentos a sério é uma carga, um ônus muito grande, principalmente em uma sociedade que não valoriza isto, privilegia um mundo de concreto e asfalto, individualismo, em detrimento de sentimentos e afetividade. Mas "ser lobo entre as ovelhas é muito fácil", por isso me considero uma pessoa de tanto valor. Tenho orgulho de ser assim, não mudaria.

Estar sempre tentando agradar todo mundo também é uma barra, priva-me um monte a liberdade. É por isso que tenho pensado tanto em aposentar meu blog, definitivamente, por mais que eu goste deste espaço. Provavelmente o faça tão logo ocorra a segunda cirurgia.

Bom, estou atrasado, ainda tenho que descer com o Fê, não quero perder o níver da Ana. Ela diz para eu ir, que "vai me apresentar umas amigas bem legais e gatíssimas". Ta', estou chateado hoje. Ah, qualé, deixa eu me divertir... não tenho namorada nem nada a ficar devendo para ninguém! Vai ficar me julgando também?

Perdoem meu desabafo, é algo que vem acumulando já há bastante tempo, não é nada pessoal.


"Never judge a man until you walk a mile on his shoes".
Indian proverb

"A dúvida pode ser um estado desconfortável, mas a certeza é um estado ridículo" Jean-Marie Arouet, Voltaire

"Quando as coisas mudam, eu mudo. E você, senhor?"
John Maynard Keynes

"Enquanto não conheceres a certa, te diverte com as erradas".
Lúcia, minha amiga

sexta-feira, maio 07, 2004

News

Hoje tive uma notícia muito legal. Fui em um escritório de advocacia tratar de algumas coisas, e conversando com uma conhecida que é sócia de lá, disse-me ela: "tu estás fazendo Direito, né? Quando abrir estágio aqui no escritório, aparece aqui que a gente te chama."Foi muito, muito legal mesmo. Ela disse isso com uma simpatia e sinceridade enorme. O pessoal lá é amigável, sério e competente. Curioso é que não fui eu quem tocou no assunto e tem gente se matando para conseguir uma oportunidade. Lembrei de quando eu fazia computação e um colega, do nada, veio oferecer um emprego. Eu devo passar uma impressão muito boa para as pessoas. Sério mesmo, porque será que todo mundo me adora? Nem tanto, ninguém é unanimidade... rs





     Jantei naquele fast food japonês que há no Praia de Belas, depois fui ao cinema, assisti ao Van Helsing: fraco mesmo. Uma cacaaaa!!! O melhor do filme foi o pacotinho de Bib's crocantes que devorei antes mesmo de iniciar. Até a produção sonora é ruim. Asséptico demais no que diz respeito à verossimilidade das cenas de violência, pudico demais nas cenas que deveriam ter algum erotismo, efeitos especiais fracos, parecia mais um videogame do que uma produção de cinema. Pior que os novos segmentos de Star Wars, entretenimento para pré-aborrescentes.

     Não houve perdão sequer para um cliché violento usurpado de "A Dança dos Vampiros" (Fearless Vampire Killers), de Roman Polanski: a famosa cena do vampiro dançando com a mocinha em um luxuoso salão de baile. Quando ambos passam na frente de um enorme espelho, surpresa: de todos os casais dançando, somente a imagem dela é refletida. Todos os outros presentes são vampiros. A diferença é que Polanski é genial!

Ontem fiquei até as 2 da manhã acertando a página da Santo Trio. Está ficando bem legal, feita 100% notepad. Atrasou bastante por causa da minha cirurgia, também pela demora em me entregarem o material que eu precisava. Da próxima vez eu faço em Flash, prometo. Terça-feira que vem o Marcello vem aqui para a gente acertar os detalhes finais, disse que vai inscrever a banda e a página no prêmio Açorianos... o que significa que ele gostou mesmo! rs





Uma coisa que eu acho sensacional e valorizo muito é receber manifestações de admiração de pessoas admiráveis, ou receber elogios de pessoas elogiáveis. Fico absurdamente feliz. Dá vontade de postar aqui todas as coisas legais que recebo.

Escreve meu tio Joaquim, lá de Curita:
Querido Marcus: O bordado da nossa vida é muito prolongado, porque nós vamos e voltamos indefinidamente. Quando êle está pronto, nós pairamos para sempre. Deus pinta paisagens maravilhosas por linhas tortas. Olha para o teu interior e verás.
Um abraço e um beijo do tio Joaquim


Apesar de tudo, estive meio chateado hoje.

(...) "dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
"
Luís Vaz de Camões

quarta-feira, maio 05, 2004

A boa notícia de hoje é o retorno do 8 1/2 bar, reinaugura na próxima sexta-feira. Um dos mais fumacentos pubs de Poa (também um dos piores sanitários!), em novo endereço (espera-se pelo menos a existência de um banheiro exclusivo para as moças!).8 1/2 bar
Aureliano de Figueiredo Pinto, 984, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS
Telefone: 3286.1268


Decidi algumas coisas hoje: vou voltar a fazer academia, aprimorar meus conhecimentos em francês e italiano (inclusive conversação), voltar a fazer concursos. O próximo da lista é no dia 16 de maio. Técnico Judiciário, para o TRF.




Atualizando minha lista de leituras:

O Mito do Estado, CASSIRER, Ernst
Latim, Gradus Primus. Curso de Latim. RÓNAI, Paulo.
Intitvtionvm Liber Primvs. IMPERATORIS IVSTINIANI (finalmente encontrei uma versão bilíngüe, latim/português)
De Repvblica. Marcvs Tvllivs Cicero (e-book)
O Espírito do Direito Romano. IHERING, Rudolf von
O Tribunal Constitucional como Poder. SOUZA Jr., Cézar Saldanha
Consenso e tipos de Estado no Ocidente. SOUZA Jr., Cézar Saldanha


O livro de Cassirer, escrito em 1945, à luz do nazismo e da Segunda Guerra Mundial, é sensacional. Uma análise excepcional de Teoria Política, o contratualismo, o pensamento político ocidental, desde a antiguidade aos tempos modernos; o Estado totalitário no séx XX, as origens do nazismo.

Hoje eu encontrei meu pai, jantamos e depois fui levá-lo na rodoviária (bah, acho que poucos lugares conseguem ser mais melequentos que aquela rodoviária, vamos combinar!). Eu estava com saudade, não o via desde fevereiro. Na despedida ele me deu um abraço, vi que o olhar dele queria dizer alguma coisa especial. Eu nunca havia visto aquela expressão no olhar dele antes, um sentimento profundo. Foi um "eu te amo" sem palavras. Quando entrei em casa caiu a ficha, fiquei bastante emocionado. Puxa, o cara me fez chorar. Se estou escrevendo isso, foi algo importante mesmo.

Ele insistiu em me convidar para ir a Pelotas no final-de-semana, domingo é dia das mães, mas no sábado tem níver da minha prima, a Ana. Diz ela que vai dar uma mega party, acho que vai ser muito bom que eu vá. Estou meio dividido ainda, talvez eu faça as duas coisas. Fiz uma brincadeira com minha prima: "ah, tivestes que escolher entre ir à Disney ou dar uma festa, né? Excelente escolha, eu prefiro a festa!".

Bom, vou dormir, o travesseiro me chama. Tenho duas provas amanhã, tenho que acordar cedinho e descansado.




Mais uma foto da Viação S. Joaquim

domingo, maio 02, 2004

Há algum tempo que não contribuo com alguma recensão para o Soundchaser. Esta foi a última, estou devendo!! :-)

Aktuala - Aktuala (1973)

Introdução

    Eis uma banda que em nada soa como uma sonoridade peninsular típicamente italiana. Com características que remetem à música étnica árabe e maghreb do norte africano, escalas exóticas, música de antiguidade, mesclados a elementos de freejazz, psicodelia, música experimental avantgarde e instrumentação não usual -- incluindo bouzuki, balalaika, maracas, tamburim, oboé, saxofone e flauta --; Aktuala, com efeito, soa extremamente distante de um típico progressivo italiano. Excetuando-se as injeções de freejazz, notam-se pouquíssimos resquícios de cultura ocidental.

    Há que ressaltar algo que considero uma qualidade bastante peculiar e importante, de que Aktuala apresenta-se como uma banda assaz original, com uma prerrogativa de contracultura, que absolutamente não soa italiana de todo ou mesmo parcialmente. É mais fácil associá-la ao krautrock, à cosmiche musique, obras como Malesch dos Agitation Free, outras como Third Ear Band, Ravi Shankar ou aos Shakti de John McLaughlin, do que a qualquer banda italiana conhecida.

Breve relato biográfico

    A formação da banda deu-se por volta de 1972, em Milão, com núcleo no flautista Walter Maioli e o saxofonista Daniele Cavallanti. Com os percussionistas Laura Maioli, Lino Vaccina e o guitarrista Antonio Cerantola, a banda então obtém um contrato junto ao legendário selo italiano Bla-Bla, lançando em 1973 um disco homônimo -- há muito fora de catálogo. Com músicos extremamente competentes, trata-se de uma 'senhora banda'.

    Diferente-te de teatros ou lugares usuais de concerto, a banda preferia aparições sempre em lugares públicos e inusitados, verdadeiras epifanias. Em 1974, com o álbum La Terra, há registro de uma aclamada apresentação no Teatro Uomo, em Milão. Há neste momento algumas mudanças na formação, com as saídas de Laura Maioli e Vaccina, sendo substituídos pelo percussionista turco Trilok Gurtu. A banda radica-se então no Marrocos, gravando neste mesmo país, em 1975, o derradeiro disco, Tapetto volante, lençado no ano seguinte e creditado como um estilo direcionado à world music. Após o final da banda, Maioli continou seus experimentos em world music.

Aktuala, O disco

    Aktuala traz neste trabalho um disco intenso, de excelência percussiva raramente obtida, capaz de criar climas de um trance tribal obsedante, ou em momentos de extrema introspecção, ao qual as músicas parecem adquirir propenso caráter nirvânico, onírico, de sublimação, uma sonoridade instintiva, primal, naturalista.

    Trata-se, a meu juízo, de uma das melhores e mais criativas bandas italianas que já ouvi, entre as poucas que continuam a me impressonar até hoje, quiçá um óasis em meio ao marasmo d'um panorama cerceado por tanto romantismo e melodrama na bela canzona italiana. Aktuala passará muito longe de uma música acessível, trata-se de um belo exemplo de música genuinamente criativa, bem executada. Sob a luz desta égide, Aktuala deixa um importante legado, como um fenômeno ímpar e genial ao progressivo transalpino.


Músicos:
Walter Maioli - flauta, harmonica, oboe, bouzuki, balalaika.
Daniele Cavallanti - saxofone.
Antonio Cerantola - guitarra acústica.
Lino "Capra" Vaccina - percussão.
Laura Maioli - percussão.

Faixas:
1. When The Light Began
2. Mammoth r.c.
3. Altamira
4. Sarah' Ngweha
5. Alef's Dance
6. Dejanira


publicado em 30/09/2003

(Peço desculpas se tenho escapado ao aspecto fortemente intimista e pessoal que permeava meu blog, de fato prefiro publicar idéas do que tornar meu dia--a-dia um "personal Big Brother") ;-)

Books

  • CHESTERTON, G. K.. Ortodoxia
  • CLAUSEWITZ, Carl von. Der Krieg
  • COLERIDGE, S. T. Biographia Literaria
  • EVOLA, Julius. Men Among the Ruins
  • GUDERIAN, Generaloberst Heinz. Panzer Leader
  • GUÉNON, René. The Crisis of the Modern World
  • JUNGER, Ernst. Storm of Steel
  • SCHMITT, Carl. Der Begriff des Politischen
  • SWIFT, Jonathan. Panfletos Satíricos

Fave music:

Syd Barrett's Pink Floyd, Cream & Clapton, King Crimson, Univers Zero, Heldon, Faust, Magma, Mahavishnu Orchestra, Miles Davis, Astor Piazzola, Frank Zappa, Marty Friedman, Al Di Meola, Jefferson Airplane, Led Zeppelin, Funkadelic, Allman Brothers, Blue Cheer, Beatles, U2, Chrome, Velvet Underground, The Stooges, John Cage, Villa-Lobos, Beethoven, Bartók, Stravinsky, Bach... & Coltrane, Coltrane, Coltrane, C-O-L-T-R-A-N-E-!

E SLAYER, PORRA.

Pleonasmo


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O Autor

O homem só será capaz de atingir sua racionalidade plenamente quando for capaz de despir-se de tudo o que lhe deveria ser abstruso, principalmente os adereços da ignorância e do preconceito.

Plus au sujet de moi: Vous la saurez en temps voulu... Ou peut-être vous ne saurez jamais... Qui sait? Ah, arquétipos: tropismo por mulheres de óculos.


"O casaco de Arabela Tá com bosta na lapela É bom, mas está borrado. Veio o inverno, veio o frio, O casaco ainda serviu, Borrado não é rasgado." Bertolt Brecht


Humor: Les couleurs du chat peuvent changer.